10 de julho de 2019

É preciso se incentivar a escola de tempo integral no Rio Grande do Norte. Esse foi o entendimento comum de todos os participantes de uma audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa. Por iniciativa do deputado Kelps Lima (SDD), deputados, alunos, professores e membros do Poder Público discutiram a importância da educação de tempo integral e cobraram uma proposta que amplie a disponibilidade de escolas voltadas a esse fim. O deputado propositor quer participação popular na discussão da proposta do Governo do Estado sobre o tema e apresentou requerimento para garantir esse debate.

Contando com um auditório lotado, a audiência teve a participação dos deputados Francisco do PT, Isolda Dantas (PT), Sandro Pimentel (PSOL) e Hermano Morais (MDB), além de Kelps Lima, que expuseram suas opiniões sobre a educação em tempo integral. Para eles, ficou claro que todos reconhecem a importância da escola que recebe os alunos e fornece atividades durante todo o dia, mas é preciso que uma lei discutida junto à população garanta os direitos e determine as diretrizes dessa educação.

“Escola em tempo integral é um grande investimento e é, sem dúvidas, o caminho”, disse Hermano. “Nós temos que fazer mais debates sobre esse tema, que é algo importantíssimo”, afirmou Isolda Dantas. “Vamos buscar o melhor modelo para que o RN consiga chegar ao projeto da Escola em Tempo Integral”, cobrou Francisco do PT. “Todos falam de escola em tempo integral, mas não pode ser somente falácia nem bandeira de campanha eleitoral. Tem que se tornar prática”, destacou Sandro Pimentel. “Cabe à Assembleia tramitar o projeto o mais rápido possível e estar aberta às sugestões. O que não pode é se omitir no que diz respeito à educação. O que não dá é a Assembleia ficar com o projeto parado e ficar sem o debate público”, alertou Kelps Lima.

O principal ponto em discussão foi sobre qual o melhor modelo a ser estabelecido pelas escolas de tempo integral no Rio Grande do Norte. Na audiência, representantes de instituições que aderiram ao “Escola de Escolha”, que tem moldes diferentes da proposta inicial do Governo do Estado, demonstraram preocupação com a aprovação da matéria nos moldes atuais. O objetivo principal é manter as boas práticas que estão sendo tomadas. Contudo, representantes do Executivo explicaram que uma lei pode dar mais segurança e as diretrizes podem ser afinadas.

A subcoordenadora de Ensino Médio da Secretaria de Educação Estado, Amilka Lima, explicou que a Política educacional é uma construção coletiva e, por isso, todos os presentes eram convidados a contribuir com a proposta. Segundo ela, o Estado não se colocou contrário ao molde da “Escola de Escolha”. Para ela, é preciso que se vejam os relatos positivos, mas são necessários ajustes de alguns elementos.

“É preciso que essa experiência se torne uma política de estado. Tem que ser economicamente sustentável ao longo dos anos. A carreira tem que ser adequada aos professores, que trabalham de forma integral. Temos que pensar em uma escola que seja para todos, que essa escolha seja coletiva e para todos. Deve ser o nosso ponto de partida. A adequação é necessária”, explicou.

Também presente ao debate, a ex-secretária de Educação do Estado Cláudia Santa Rosa avaliou que não há discordâncias sobre a importância da escola em tempo integral e que o fato de se observarem pontos para aperfeiçoamento é salutar ao debate. No entendimento da pedagoga, é preciso que haja um acordo com relação ao modelo pedagógico.

“O que vimos aqui é uma defesa de um modelo pedagógico, que não exclui a necessidade de melhorar a carreira de um professor. O modelo que existe é vitorioso, mas não estou dizendo que tira a possibilidade do estado fazer cumprir o plano estadual de educação. Eu vivi para ver as escolas pedindo a permanência de um modelo pedagógico. Não estou vendo discordância sobre escola de tempo integral, já que todos concordam que é importante. O que está se discutindo é o modelo, a proposta pedagógica, e com diálogo é possível chegar a um bom resultado”, disse Cláudia Santa Rosa.

Durante o debate, vários estudantes e professores expuseram os bons resultados das escolas que já atuam com a educação integral, com mais de 30 pronunciamentos durante toda a discussão. Ao fim da discussão, ficou acordado que a proposta atual do Governo será discutida e aperfeiçoada a partir das sugestões da população e dos profissionais da área.

“Nosso mandato está à disposição para colaborar com tudo o que for necessário para que a escola de tempo integral cresça no Rio Grande do Norte. Vamos abrir o espaço para a discussão do projeto e chegar ao melhor modelo possível”, disse Kelps Lima.

“Vai ser difícil a gente encontrar um movimento com todos os envolvidos que cobram a melhoria. O Poder Executivo e a Assembleia não poderão ignorar o fato de que os profissionais e usuários do sistema virem aqui e dizerem ‘queremos assim’. Isso não pode ser ignorado. Como existem prazos, não dá para esperar. As decisões precisam ser tomadas. Vamos ver o andamento do projeto e discutir as possíveis alterações. Estou à disposição e apresentarei as emendas apresentadas por vocês, independente de eu concordar e de eu votar ou não, mas garanto o debate na Assembleia”, disse Kelps Lima.

Postado por Cardoso Silva
Categorias: ALRN
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