28 de abril de 2026

Peixe Arabaiana é um dos que constam nos registros de intoxicação por ciguatera em Natal, mas toxina não é exclusiva da espécie | Foto: Reprodução

Cinco casos de intoxicação por ciguatera em pessoas de uma mesma família foram notificados em Natal nessa segunda-feira (27). A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), nesta terça-feira (28). A secretaria reforçou que a população se atente a orientações emitidas em nota técnica sobre o consumo de pescado com a finalidade de evitar a contaminação.

Desde 2022, o Rio Grande do Norte vem registrando surtos de ciguatera, uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes que vivem em áreas de corais e recifes contaminados por ciguatoxinas.

Com essas últimas notificações, o Rio Grande do Norte chega a 115 casos registrados desde 2022, quando foi confirmado o primeiro surto. No último mês de janeiro, diante do aumento de registros em 2025, com 90 casos confirmados, a Sesap lançou uma nota técnica com orientações para a população, comerciantes e equipes de saúde. O estado é o único no país a fazer a notificação para a ciguatera.

Na série histórica de casos de intoxicação registrados entre 2022 e 2025, foram notificados surtos e casos isolados envolvendo diferentes espécies de peixes, com destaque para barracuda (bicuda), cioba, guarajuba, arabaiana e dourado.

Sintomas

Os principais sinais e sintomas aparecem entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão do pescado contaminado, caracterizados por: dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, dores de cabeça, cãibras, coceira intensa, fraqueza muscular, visão turva e gosto metálico na boca, podendo persistir por semanas ou meses.

De acordo com a Nota Técnica da Sesap, as principais recomendações à população são: procurar imediatamente os serviços de saúde diante de sintomas compatíveis, informando o consumo de pescado nas últimas 48 horas; identificar a espécie consumida e preservar sobras do pescado, acondicionadas e congeladas, para posterior coleta pela Vigilância Sanitária; e evitar o consumo de pescados associados a relatos de intoxicação por Ciguatera, especialmente aqueles de procedência desconhecida.

As equipes de Saúde devem notificar os casos suspeitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), à Secretaria Municipal de Saúde e à Secretaria Estadual de Saúde (CIEVS, CIATOX/RN, Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária). Redação Tribuna do Norte

Postado por Blog Cardoso Silva
Categorias: RN, Saúde
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