Trabalhadores que não receberam o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) poderão seguir um novo trâmite para requerer o saque do benefício. Uma nova regra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) prevê que a motivação do beneficiário para tirar o valor irá direcionar a esfera judicial que ele deverá recorrer.
Desta forma, solicitações que tiverem relação com o fim ou à suspensão do contrato de trabalho, como demissão sem justa causa, rescisão indireta, acordo entre empregado e empregador ou encerramento das atividades da empresa, continuarão sendo analisados pela Justiça do Trabalho.
Já situações em que o saque pode ser feito por um motivo que não depende da relação de emprego, como doença grave, aposentadoria, financiamento habitacional ou calamidade pública, deverão ser discutidas na Justiça comum.
A Corte aplicou a decisão após um incidente envolvendo recursos repetitivos. Esse mecanismo tem o objetivo de uniformizar o entendimento de diferentes tribunais em situações que surgem em milhares de processos.
Dívida bilionária
Mais de 11 milhões de trabalhadores brasileiros estão com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em atraso, segundo dados consolidados até junho deste ano e divulgados em agosto. A dívidas das empresas que atrasaram ou deixaram de fazer o repasse chega a R$ 12,6 bilhões.
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