10 de setembro de 2026

Depois de atravessar cinco continentes sozinho a bordo de um avião monomotor experimental, Alex Frota, idealizador do Frotas Pelo Mundo, entra na reta final da expedição iniciada em Fortaleza, no dia 15 de março. A previsão é retornar à capital cearense no sábado, dois dias antes de a viagem completar seis meses. Até lá, o piloto fará uma sequência de paradas, incluindo o Rio Grande do Norte, pousando no Aeródromo Costa Esmeralda, em São José do Mipibu, distante cerca de 30 km de Natal, com horário previsto para as 12h desta sexta-feira (11).

Ao longo da jornada, o avião atravessou cinco continentes e enfrentou diferentes condições de clima, navegação e operação. Alex afirma ter alcançado os principais objetivos traçados antes da partida. O piloto conta que se tornou o primeiro brasileiro a completar uma volta ao mundo solo passando pelos cinco continentes, enquanto seu RV-10 tornou-se a primeira aeronave desse modelo a realizar o mesmo feito. Agora, o trecho restante é dedicado ao retorno ao ponto de origem.

“Já conseguimos os recordes que buscávamos. Agora, a missão é chegar em casa e concluir o projeto”, destaca Alex.

Uma rota pelos cinco continentes

A viagem começou em Fortaleza e seguiu pelo Norte do Brasil até Boa Vista. Depois, Frota cruzou ilhas do Caribe, entrou nos Estados Unidos por Lakeland, na Flórida, e avançou até Oshkosh, onde pousou em 20 de abril. Dali, iniciou a etapa mais longa do circuito, passando por Canadá, Groenlândia, Islândia, Escócia, Reino Unido e Europa continental antes de seguir pela África, Oriente Médio e Ásia até alcançar a Austrália.

Na sequência, o piloto retomou o percurso em direção ao norte por Timor-Leste, Filipinas, Taiwan e Coreia do Sul, contornou a Coreia do Norte e entrou na Rússia. Depois de atravessar o território russo, seguiu para o Alasca, voltou ao Canadá e retornou aos Estados Unidos. Em 21 de julho, pousou novamente em Oshkosh, mesmo aeroporto de onde havia partido em abril, completando, segundo ele, a versão mais curta da volta ao mundo.

O plano inicial era continuar pelo México, atravessar a América Central e descer pela costa do Pacífico da América do Sul até entrar no Brasil por Porto Alegre. A rota mudou, porém, após dificuldades para obter autorizações de voo no México devido à condição experimental da aeronave. Frota permaneceu quatro dias no país até conseguir permissão para retornar aos Estados Unidos. A partir daí, contornou o Golfo do México, voltou ao Caribe e antecipou a entrada no Brasil pelo Norte.

“De todos os países que visitamos, o México foi o único em que não conseguimos avançar. Tivemos de voltar aos Estados Unidos e redesenhar a rota”, relata.

Retorno ao Brasil terá paradas até Fortaleza

O novo cronograma prevê uma sequência de pousos até a chegada ao Ceará. Depois de Porto Rico, em 26 de agosto, e Barbados, no dia seguinte, a programação estabelece a entrada no Brasil por Boa Vista, em 28 de agosto.

Manaus recebe a expedição nos dias 29 e 30, seguida por Santarém, em 31 de agosto. Em setembro, estão previstas paradas em Belém nos dias 1º e 2, no Maranhão nos dias 3 e 4, em Teresina nos dias 5 e 6, em Recife nos dias 7 e 8 e na Paraíba nos dias 9 e 10.

São José do Mipibu, na Grande Natal, aparece no roteiro de 11 de setembro. No dia seguinte, a previsão é passar por Aracati antes do pouso final em Fortaleza.

Mesmo com o Brasil novamente próximo, Frota afirma que a missão ainda exige atenção. Parte do caminho inclui novos trechos sobre a região amazônica e voos sujeitos a mudanças meteorológicas.

“A perspectiva muda conforme a gente vence as barreiras e mostra que é possível. O que parecia extraordinário passou a ser visto como normal. Mas o perigo continua lá. Ainda tem muito voo pela frente e precisamos manter a guarda levantada até chegar em casa”, diz.

Do frio da Groenlândia ao calor do Oriente Médio

As condições climáticas estiveram entre os principais desafios enfrentados durante a expedição. Frota relata chuva intensa sobre a Floresta Amazônica, temperaturas de menos 22 °C na Groenlândia e calor acima de 50 °C durante a passagem pelo Oriente Médio.

Redação Tribuna do Norte

Postado por Blog Cardoso Silva
Categorias: Brasil
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