O comércio varejista do Rio Grande do Norte acumulou crescimento de 3% entre janeiro e agosto de 2026, desempenho superior à média nacional, de 1,7%. O avanço foi sustentado principalmente pelas vendas de supermercados e combustíveis, segundo análise do Instituto Fecomércio RN (IFC) com base na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, o RN registrou o quarto melhor desempenho entre os estados do Nordeste no acumulado dos oito primeiros meses do ano. Mesmo com a perda de ritmo observada nos últimos meses, as vendas permaneceram acima do resultado registrado no mesmo período de 2025, já descontados os efeitos da inflação.
No ano passado, o comércio potiguar havia avançado 3,1% entre janeiro e agosto. Em 2026, segundo o Instituto Fecomércio RN, o desempenho acumulado foi impulsionado principalmente pelos resultados do primeiro quadrimestre.
Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, os números indicam que o comércio estadual mantém trajetória positiva, mas a desaceleração exige atenção para fatores que influenciam diretamente o consumo.
“O comércio potiguar mantém um resultado positivo no ano, com a contribuição de segmentos que fazem parte do cotidiano das famílias, como supermercados e combustíveis. Ao mesmo tempo, a desaceleração exige atenção. Precisamos de condições de crédito que favoreçam o consumo responsável e permitam aos empresários planejar seus investimentos com mais segurança”, afirmou.
Vendas do comércio do RN caem 4,4% em agosto
Apesar do crescimento acumulado no ano, o varejo potiguar registrou retração de 4,4% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025.
Segundo o Instituto Fecomércio RN, a queda foi influenciada principalmente pelo desempenho negativo dos segmentos de móveis e eletrodomésticos e de equipamentos para escritório, informática e comunicação.
As duas atividades possuem maior dependência de financiamento e crédito e, por isso, são mais afetadas pelo cenário de juros elevados e pelas restrições decorrentes da inadimplência dos consumidores.
O resultado de agosto interrompeu uma sequência de 16 meses consecutivos de crescimento do comércio do RN na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
O Instituto pondera, porém, que a retração também deve ser analisada considerando a base elevada de comparação. Em agosto de 2025, as vendas do comércio estadual haviam crescido 7,2%.
Varejo ampliado cresce 2% entre janeiro e agosto
No comércio varejista ampliado, que considera também as vendas de veículos, motocicletas e peças, materiais de construção e o atacado especializado de alimentos e bebidas, a queda registrada em agosto foi menor.
O segmento apresentou retração de 2,4% na comparação com agosto do ano passado. De acordo com a análise do Instituto Fecomércio RN, os resultados positivos das vendas de veículos e do atacado de alimentos ajudaram a reduzir o impacto negativo registrado no período.
No acumulado entre janeiro e agosto de 2026, o varejo ampliado potiguar apresentou crescimento de 2%.
Apesar da desaceleração observada ao longo dos últimos meses, a expectativa do Instituto Fecomércio RN é de que o comércio do Rio Grande do Norte encerre 2026 com crescimento da atividade.
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