
O Brasil registra 91.371 pessoas desaparecidas (em 17 de abril de 2023). Dessas, 329 são potiguares. Oitenta por cento deles são negros, sendo 74,55% pardos e 5,45% pretos. A parcela de desaparecidos brancos no Rio Grande do Norte é de 20%. E, no estado, não existe sistema para divulgação dos casos.
As informações são do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos – Sinalid, coletados pelos Programas de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID) dos Ministérios Públicos em cada unidade federativa.
De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, 160 pessoas desapareceram em 2022 e 69, em 2023, até 4 de abril. Segundo a corporação, quatro crianças sumiram no ano passado e duas em 2023. Nisso, as informações divergem do Sistema Nacional, que registra apenas potiguares acima de 12 anos desaparecidos.
A plataforma do Conselho Nacional do Ministério Público dá ainda outras estatísticas: quanto ao sexo, 68,72% é masculino e 28,19% feminino, sendo 3,08% não declarado. A maioria (56,76%) das pessoas do estado declaradas desaparecidas tem entre 12 e 30 anos de idade.
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