Por Victor Hugo Silva, g1
Um brasileiro que foi demitido relatou em condição de anonimato como foi comunicado sobre a decisão da companhia. Ele disse conhecer outras pessoas que também tiveram que deixar seus cargos.
“É assustador. A gente nunca espera que vá acontecer com a gente, ainda mais por estar sendo bem avaliado. Quando acontece, não tem para onde correr”, contou ao g1.
Esta foi a segunda rodada de demissões na Amazon desde outubro de 2025, quando dispensou outros 14 mil empregados. Ao todo, 10% da força de trabalho do setor corporativo da empresa foi atingida, segundo a Reuters.
Considerando todas as áreas, como centros de distribuição, a companhia soma cerca de 1,5 milhão de funcionários em todo o mundo, de acordo com a agência.
Rumores sobre a nova rodada de desligamentos começaram na sexta-feira (23), o que fez empregados ficarem em estado de espera.
“Estava um silêncio muito suspeito desde segunda-feira. A empresa inteira estava naquela tensão, desconfiando de que alguma onda fosse passar”, afirmou o profissional.
Na terça-feira (27), a empresa enviou por engano um comunicado que se referia às demissões como “Project Dawn” e afirmava incorretamente que funcionários nos Estados Unidos, no Canadá e na Costa Rica já tinham sido informados sobre seus desligamentos.
No dia dos desligamentos, a empresa lhe enviou um convite para uma reunião por vídeo com o setor de Recursos Humanos. Segundo ele, a conversa foi respeitosa, mas direta ao ponto.







