30 de março de 2024

Ponteira sérvia Aleksandra Uzelac, do Fluminense — Foto: Mailson Santana/FFC

A ponteira sérvia Aleksandra Uzelac decidiu deixar a equipe e retornar para a Europa. Aleksandra foi assaltada duas vezes em dez dias no Rio. O Fluminense não confirma que esse seria o motivo da saída da sérvia, mas a jogadora indicou que foi mesmo a violência na capital fluminense que a fez terminar de forma precoce sua passagem pelo vôlei brasileiro.

Em publicação em suas redes sociais, a jogadora agradeceu ao Fluminense e aos torcedores e fez uma breve reflexão. “Muitas coisas acontecem nesta vida e a vida sempre muda, oportunidades, experiências, altos e até baixos. A vida é uma maravilha deste universo. Uma pessoa está em uma luta constante por si mesma e pelo seu sucesso, cada uma dessas lutas tem seu valor”, iniciou ela, em post publicado um dia depois da eliminação do Fluminense nas quartas de final da Superliga.

Segundo apurado pela reportagem do Estadão, o Fluminense tentou negociar com a jogadora, mas não conseguiu assegurar a sua permanência.

Dois assaltos em dez dias

Em fevereiro, Aleksandra revelou ao Mozzart Sport que passou por dois traumas no curto período em dez dias. Ela está no Brasil desde outubro de 2023. Em uma das situações, os criminosos a abordaram armados. Ela relatou um quadro de pânico depois dos casos.

O primeiro roubo foi quando a atleta pedalava em uma ciclovia e foi abordada por uma dupla com facas. Ela estava com uma amiga e as duas conseguiram fugir e foram à delegacia. Aleksandra disse que “não fizeram nada lá”. A segunda situação foi quando a ponteira saía a sede do Fluminense em direção ao apartamento em que mora com o namorado, a 100 metros do clube. Mesmo assim, a sérvia pegou um carro por aplicativo junto de uma amiga. Outros veículos fizeram o motorista parar. Deles, saíram homens armados que obrigaram Aleksandra e a amiga a entregarem tudo que tinham. “É difícil descrever tudo. Nós, na Sérvia, só vimos algo assim em filme”, falou na época.

“Eu não lembro de nada, só acordei no meio da noite e comecei a gritar. Pensei que alguém estava me perseguindo. O trauma é grande. Estou com muita dificuldade para dormir. Tomo remédios por causa daqueles pesadelos. Só agora estou conseguindo fechar um pouco os olhos. Estou tentando me concentrar no vôlei, porque quero lidar e seguir em frente”, contou Aleksandra.

Nas redes sociais, torcedores pediram “desculpas enquanto brasileiros” pelos roubos.

Estadão Conteúdo

Postado por Blog Cardoso Silva
Categorias: Brasil
FAO
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