Por Hadass Leventhal, Nayara Felizardo, Victória Cócolo
No GloboNews Debate, mediado pela jornalista Julia Duailibi, Edinho Silva (PT-SP) e Rogério Marinho (PL-RN) apresentaram as estratégias das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para os últimos dias da disputa pela Presidência da República.
O GloboNews Debate recebeu nesta segunda-feira (19) os coordenadores das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Edinho Silva e Rogério Marinho, respectivamente, para discutir as estratégias dos candidatos na reta final da eleição presidencial. Durante o programa, os dois trocaram críticas e divergiram sobre temas como Bolsa Família, direitos trabalhistas, segurança pública, gastos públicos, economia e a tentativa de golpe de Estado.
Com mediação da jornalista Julia Duailibi, Edinho afirmou que a campanha de Lula vai reforçar as diferenças entre os projetos políticos dos dois candidatos e disse que o governo herdou um país sem dinheiro em caixa para arcar com despesas. Já Marinho afirmou que a campanha de Flávio Bolsonaro continuará destacando os problemas enfrentados pela população e acusou Lula de não tratar as finanças públicas com respeito e cuidado.
Veja os temas abordados pelos dois coordenadores de campanha:
- Estratégias de campanha: Edinho Silva disse que Lula vai destacar as diferenças entre os projetos dos candidatos. Rogério Marinho afirmou que Flávio Bolsonaro seguirá criticando o governo.
- Bolsa Família e direitos trabalhistas: Marinho negou mudanças para retirar beneficiários do programa. Edinho criticou o histórico de Flávio em votações sobre direitos trabalhistas.
- Segurança pública: Edinho questionou o discurso de Flávio Bolsonaro na área, acusando-o de condecorar milicianos e apoiar medidas que dificultariam o rastreamento de munições. Marinho chamou as acusações de “narrativas sem nexo com a realidade”, rebateu as críticas à proposta sobre munições e defendeu mudanças no Estatuto do Desarmamento.
- Tentativa de golpe: Marinho questionou a caracterização dos atos de 8 de janeiro como tentativa de golpe. Edinho citou as investigações e defendeu a democracia.
- Gastos públicos e economia: Marinho acusou Lula de não tratar as contas públicas com respeito. Edinho afirmou que o governo herdou um país sem recursos em caixa.
- Meta na eleição: Edinho acusou a empresa de favorecer uma campanha. Marinho defendeu a igualdade de condições e a liberdade de expressão nas plataformas.
- Ajuste fiscal: Marinho defendeu a redução da estrutura do Estado. Edinho destacou medidas tributárias do governo Lula e criticou desonerações da gestão Bolsonaro.
- Caso Master e reforma do Judiciário: Marinho classificou a proposta de reforma do Judiciário defendida pelo PT como oportunismo eleitoral. Edinho rebateu as críticas, citou o caso do Banco Master e as fraudes no INSS e atribuiu ao governo Lula o combate às irregularidades.
Coordenador da campanha de Lula, Edinho afirmou que o candidato à reeleição vai focar em mostrar as diferenças entre os projetos dos dois presidenciáveis na reta final da disputa. Segundo ele, o petista vai destacar propostas para a saúde, a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico do país.
“São dois projetos distintos. Nós vamos continuar na nossa campanha mostrando a diferença desses dois projetos”, afirmou Edinho. “É um projeto distinto, né? Que defende o fim da jornada seis por um. Significa você defender direitos dos trabalhadores, reposição do salário mínimo, reposição das perdas das aposentadorias, reconhecimento da importância do BPC [Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência] e reorganização do SUS”, disse.
Edinho reconheceu que a saúde pública ainda enfrenta dificuldades, mas destacou a existência de programas para reduzir as filas de cirurgias, exames e consultas com especialistas.
“Nós sabemos que a saúde no Brasil está muito longe daquilo que nós queremos, mas hoje o SUS funciona. Nós temos programas para que a gente enfrente as filas de cirurgias eletivas, filas de consultas com especialistas, filas de exames. Portanto, tem um programa hoje para atender a população brasileira.”






