Da Tribuna do Norte – Os desvios de recursos públicos em Macau, município do litoral potiguar, devem ser superiores a R$ 2,5 milhões, de acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Norte.
Em coletiva de imprensa nesta manhã (13), o MPRN apontou os indícios de irregularidade em contratos da prefeitura, identificados pela Operação Maresia. Mandados de prisão foram cumpridos em Natal, Parelhas, Parnamirim e Macau.
O afastamento do prefeito do município, Kerginaldo Pinto, foi autorizado pela desembargadora Judite Nunes hoje. O prefeito é acusado de falsificar uma portaria para embasar o habeas corpus do ex-prefeito Flávio Veras, preso em 2014.
Segundo o coordenador jurídico do MP, promotor Afonso de Ligório, a portaria foi confeccionada em 17 de março, mas com data retroativa a 12 de novembro. No documento, Flávio Veras e os investigados pela operação Máscara Negra, de 2012, são impedidos de adentrar na administração municipal. Com a portaria falsificada, foi possível embasar o habeas corpus de Veras, obtido em março. O MP estuda se é possível uma nova medida legal contra Veras.







