Por Camila da Silva, Daniel Silveira Cruz – g1
A campanha eleitoral começou oficialmente neste domingo (16), e os candidatos à Presidência já estão nas ruas para pedir votos. O g1 registrou os primeiros eventos de campanha dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas.
🔎 A partir de agora, eles podem organizar comícios, carreatas e passeatas. A propaganda na internet também está liberada. Na TV e no rádio, só começa em 28 de agosto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, neste domingo, do primeiro evento de sua campanha à reeleição. O petista escolheu São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde iniciou a carreira política ao liderar o movimento sindical no fim da década de 1970.
Acompanhado de Geraldo Alckmin (PSB) e Fernando Haddad (PT), Lula prometeu criar o Ministério da Segurança Pública caso o Congresso aprove a PEC da Segurança e afirmou que não vai “parar de lutar” para impedir a volta da direita ao poder. A primeira-dama Janja da Silva também discursou e cantou uma música de campanha ao lado do cantor gospel Kleber Lucas.
Flávio Bolsonaro (PL) começou a campanha com um comício na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. No discurso, defendeu o pai, prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas e afirmou ser o único candidato capaz de negociar acordos comerciais com países como Estados Unidos e China.
O candidato estava acompanhado do candidato a vice Alfredo Gaspar (União Brasil), do candidato ao governo do Rio Douglas Ruas (PL) e da esposa, Fernanda Bolsonaro, que também discursou. Participaram ainda do ato os candidatos ao Senado Carlos Jordy e Carlos Portinho, além de outros aliados.
Ronaldo Caiado (PSD) começou a campanha com uma missa e uma carreata pelo Entorno do Distrito Federal. A agenda teve início em Águas Lindas de Goiás e prevê passagens por outras quatro cidades antes do encerramento em Luziânia.
Ao falar sobre o início da disputa, Caiado afirmou que o país passa por “grandes desafios” e prometeu, caso seja eleito, governar “com muita garra, com muita determinação”. O candidato disse ainda que pretende percorrer o Brasil durante os 49 dias de campanha para apresentar suas propostas aos eleitores.
Já o candidato Romeu Zema (Novo) deu início à campanha em Montes Claros, no Norte de Minas. O primeiro compromisso foi uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, na região central da cidade.
Ele estava acompanhado do candidato a deputado federal Marcus Vinicius (Novo) e da esposa dele.
Depois de participar de uma missa, ele realizou um ato na Praça da Matriz e caminhou até o Mercado Municipal. Em entrevista, apresentou como prioridades o combate à corrupção, o controle dos gastos públicos e o enfrentamento ao crime organizado.
Renan Santos (Missão) iniciou a campanha com um ato no Largo São Francisco, no Centro de São Paulo, e chegou ao local usando um colete à prova de balas.
Acompanhado do candidato a vice Aroldo Medina e do deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), Renan criticou Lula e Flávio Bolsonaro. No discurso, prometeu realizar reformas para atrair investimentos estrangeiros e usar as reservas brasileiras de terras raras em negociações que envolvam transferência de tecnologia e fortalecimento militar do país.
Início da campanha
Quase todos os candidatos mais bem colocados nas pesquisas (veja a última Quaest, divulgada nesta sexta-feira, 14 de agosto) escolheram a Região Sudeste, onde está a maior parte dos eleitores. A exceção é Ronaldo Caiado. Os locais têm relação com as trajetórias políticas dos presidenciáveis.
- Lula (PT) estará em São Bernardo (SP).
- Flávio Bolsonaro (PL), no Rio de Janeiro.
- Renan Santos (Missão), em São Paulo.
- Ronaldo Caiado (PSD), em Luziânia (Goiás).
- Augusto Cury (Avante), em Santa Luzia (MG).
- Romeu Zema (Novo), em Montes Claros (MG).
Veja, a seguir, mais informações sobre os atos de campanha.
Lula (PT)
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Lula lança campanha em São Bernardo, junto de Alckmin e Haddad — Foto: Reprodução/Youtube
O candidato do PT escolheu São Bernardo do Campo, onde iniciou a carreira política ao liderar o movimento sindical na primeira grande greve do ABC Paulista, no final da década de 1970.
O presidente participou do ato acompanhado do candidato a vice Geraldo Alckmin (PSB), do candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) e da primeira-dama Janja da Silva, que discursou e cantou uma música de campanha ao lado do cantor gospel Kleber Lucas.
No discurso, Lula afirmou que não vai permitir a volta da direita ao poder. “Enquanto for vivo, não vou parar de lutar”, declarou. Lula também prometeu combater líderes de facções e criar o Ministério da Segurança Pública caso o Congresso aprove a PEC da Segurança.
“Se for aprovada a PEC da Segurança Pública, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública para dividir responsabilidade com estados e municípios.”







