Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (21) prendeu 35 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que atua desde 2019 do estado de Pernambuco, com envolvimento em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e uma série de assassinatos no Grande Recife.
Ao todo, foram expedidos 39 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão, pela 14ª Vara Criminal do Recife, através da Operação Barbalho. Destes, 22 foram cumpridos no Grande Recife e 13 em unidades prisionais de Pernambuco e de outros três estados (veja vídeo mais acima).
A investigação comandada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Pernambuco (Ficco), apontou que o grupo era responsável pelo fornecimento de grandes quantidades de cocaína para o Grande Recife. Os homicídios tinham o objetivo de controlar o território comandado pelos traficantes.
Na execução dos mandados de prisão, foram apreendidas armas, dinheiro em espécie, veículos e celulares. A polícia não informou o valor total do bens confiscados até o momento porque as equipes policiais seguem em operação até o fim desta quarta (21).
Segundo o delegado Márcio Tenório, da Polícia Federal, o grupo atuava principalmente nos municípios de Camaragibe, Igarassu e Abreu e Lima, todos no Grande Recife.
De acordo com a Ficco, as atividades criminosas do grupo também eram realizadas em, pelo menos, outros quatro estados, onde também foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão. São eles:
Os criminosos dos outros estados negociavam o fornecimento de cocaína para Pernambuco através do grupo que foi desarticulado pela operação policial.
“O envolvimento com os outros estados era negociação do tráfico, principalmente para a obtenção de fornecedores. A gente sabe que o Brasil não é produtor de cocaína. Esse entorpecente vem de fora e a gente não tem grandes fornecedores aqui no estado. Lideranças desse grupo viajavam para outros estados em busca de fornecedores de cocaína para distribuir aqui“, explicou o delegado Márcio Tenório.
Lavagem de dinheiro
Para sustentar financeiramente a organização, os criminosos lavavam o dinheiro do tráfico em comércios locais. De acordo com o delegado Márcio Tenório, entre os empreendimentos, o grupo utilizava postos de gasolina para as operações, por conta do grande volume de dinheiro em espécie.
A investigação ainda não conseguiu apurar quanto em dinheiro foi movimentado nos últimos cinco anos de atuação da quadrilha. Márcio Tenório explicou que essa deve ser a nova etapa de apuração da força-tarefa, para que a organização criminosa também seja “sufocada” financeiramente.
Por Iris Costa, g1 PE







