Willian Silva Marques, suspeito de envolvimento na execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, foi preso na madrugada de domingo (21) após se entregar à polícia em São Paulo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), esta é a quarta prisão relacionada ao crime.
Ruy foi executado na noite de segunda-feira (15), após cumprir expediente como secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande. Além de Willian, Dahesly Oliveira Pires, Luiz Henrique Santos Batista (Fofão) e Rafael Marcell Dias Simões (Jaguar) foram presos por suspeita de participação no crime.
Outros três investigados foram identificados e estão foragidos: Felipe Avelino da Silva, Flávio Henrique Ferreira de Souza e Luiz Antonio Rodrigues de Miranda.
Wilian é dono da casa em Praia Grande de onde teria saído um fuzil que pode ter sido usado no crime e teve a prisão temporária decretada pela Justiça de São Paulo neste sábado (20).
Ele é irmão de um policial militar, que já foi ouvido e liberado. Em nota, a SSP-SP informou que Willian se apresentou ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na capital paulista, acompanhado de um advogado na madrugada deste domingo (21) e permaneceu preso.
“As forças de segurança seguem mobilizadas para identificar e prender todos os envolvidos no crime”, informou a pasta, dizendo que as diligências prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias e responsabilizar os envolvidos.
Casa
A casa de Willian foi o primeiro imóvel a ser investigado por ter ligação com os criminosos. Ela teria sido usada como base da quadrilha. No local, a perícia encontrou 41 materiais genéticos, incluindo de um policial militar que é irmão do proprietário. No entanto, o agente já prestou depoimento e não é considerado suspeito.
A polícia chegou até a residência na Rua Campos de Jordão, no bairro Jardim Imperador, após o depoimento de Dahesly. Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a mulher saiu de Diadema, no ABC Paulista, para buscar um dos fuzis usados no assassinato de Ruy no imóvel. A ordem teria sido dada por Luiz Antonio. Os fuzis não foram localizados.
Por g1 Santos







