
Vinicius Lopes Gritzbach foi executado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no dia 8 de novembro de 2024 — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Procurador-Geral de Justiça do estado de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira Costa afirmou que os criminosos que executaram um empresário no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, “quiseram mostrar que desafiam o Estado”.
Segundo ele, há um “nível sofisticado de organização criminosa” no Brasil, mas ressalta que as instituições podem evitar que o país vire um narcoestado. As declarações foram feitas em entrevista para o jornal Edição das 18h, da GloboNews.
“Essa ação que aconteceu na sexta-feira não dá para negar, foi uma demonstração de força. De alguma maneira, quiseram mostrar que eles desafiam o estado e é isso que a sociedade não pode permitir”, afirmou (leia a íntegra da entrevista ao fim da reportagem).
O procurador, que comanda o Ministério Público de São Paulo, disse que o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) trabalha junto com a força-tarefa que envolve as polícias Civil, Militar e Federal na investigação do assassinato do empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, na sexta-feira (8).
“É evidente que o Brasil, atônito, verificou que, nessa situação, há um nível sofisticado de organização, de hierarquia, de divisão de tarefas, de motivos que são os mais variados possíveis, inclusive o envolvimento sem dúvida alguma de agentes públicos.”
O procurador afirma que o Brasil está vivendo um fenômeno que muitos outros países já sofreram também nas suas histórias com facções criminosas e crime organizado. Ele considera que o PCC tem atuado como uma máfia, como as italianas, mas que o país “está muito longe de ser um narcoestado”.
A suspeita do envolvimento de policiais na execução do empresário mostra que o crime organizado está infiltrado nas estruturas públicas. “Estamos diante de um fenômeno de organizações criminosas no Brasil muito sofisticadas, e temos que mostrar que somos mais organizados do que o crime organizado. Isso se mostra através de muita inteligência, muita estratégia e muita cooperação.”
Empresário delatou PCC e policiais
Gritzbach, de 38 anos, foi alvejado por 10 tiros, à luz do dia (por volta das 16h), na saída da área de desembarque do Terminal 2, por dois homens que desceram de um carro preto. Até a publicação deste post, os autores estavam foragidos.
O empresário era investigado por envolvimento com o PCC, em março, havia fechado um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo com a promessa de entregar esquemas do crime organizado e de policiais.
Por César Tralli, TV Globo e GloboNews







