Os servidores da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase/RN) aprovaram, nesta terça-feira (11), em assembleia conjunta do Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (Sinai-RN) e do Sindicato dos Agentes Socioeducativos do RN (Sindasern), a deflagração de greve por tempo indeterminado. A assembleia contou com a participação da Intersindical.
As entidades vão encaminhar ofício ao Governo do Estado comunicando a decisão da categoria para que o movimento seja iniciado na sexta-feira (14). O principal ponto de mobilização será em frente à Governadoria, em Natal.
A greve ocorre diante da falta de cumprimento dos compromissos relacionados ao auxílio-alimentação e ao auxílio-fardamento, benefícios previstos em acordo firmado com a categoria e homologado judicialmente em 2025. O pleito ainda inclui promoções dos novos servidores.
Segundo as informações apresentadas, os processos administrativos dos trabalhadores que concluíram o estágio probatório em julho já estão na Secretaria de Estado da Administração (Sead) para implantação em folha. O Sinai também vai acompanhar os processos dos servidores que concluíram o estágio em agosto.
Para o coordenador-geral do Sinai-RN, Geraldo Lamartine, o Governo do Estado precisa apresentar uma resposta efetiva. “O Sinai-RN apoia suas categorias de base e, com a Fundase, não é diferente. A decisão de entrar em greve é resultado do descumprimento dos compromissos assumidos pelo Governo. A categoria cansou de esperar e precisa de uma resposta concreta. É necessário que o Governo cumpra os compromissos firmados e atenda às reivindicações dos trabalhadores da Fundase”, afirmou.
Após a deliberação da assembleia, os sindicatos foram recebidos pelo Gabinete Civil no início desta tarde. Ficou definido que haverá uma resposta, até a quarta-feira (12) à noite, sobre o pagamento do auxílio-alimentação e as promoções. Em relação ao fardamento, o Governo fará uma nova consulta à PGE-RN para verificar a possibilidade de concessão do benefício mesmo durante o período eleitoral. A resposta deve ser repassada aos sindicatos com resposta até a manhã de sexta-feira (14), quando haverá nova assembleia, às 9h30, para deliberação sobre continuidade do movimento paredista.
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