Cole Tomas Allen, acusado de tentar invadir um jantar onde estava o alto escalão do governo dos EUA, no sábado, compareceu pela primeira vez diante de um juiz federal, foi formalmente acusado por três crimes, incluindo a tentativa de assassinato do presidente Donald Trump, e pode ser condenado à prisão perpétua se for considerado culpado. O incidente pôs em xeque o aparato de segurança presidencial e provoca movimentos políticos dentro do governo e entre aliados em Washington.
Na audiência, o juiz Matthew Sharbaugh disse que Allen, de 31 anos, se tornou réu em três acusações: transportar uma arma de fogo e munição com a intenção de cometer um delito; disparar uma arma de fogo durante um crime violento; e o mais grave, a tentativa de assassinar o presidente dos Estados Unidos.
De acordo com os documentos apresentados pelo Departamento de Justiça, Allen, que mora na Califórnia, fez uma reserva no hotel onde ocorreria o jantar no dia 6 de abril, e iniciou sua jornada no dia 21, quando foi de trem de Los Angeles até Chicago. Dali, tomou outro trem rumo a Washington, onde chegou na véspera do ataque. Na audiência, a promotora designada para o processo, Jocelyn Valentine, alegou que Allen levava consigo, além de uma espingarda, uma pistola e três facas, “a intenção de realizar um assassinato polítco”.
Ele não se declarou culpado ou inocente, e na quinta-feira o tribunal federal decidirá se ele continuará preso. Sua advogada, a defensora pública Tezira Abe, relatou que o suspeito não tem antecedentes criminais. Na audiência, Allen se limitou a responder de forma sucinta, na maior parte das vezes com “sim” ou “não”, quando indagado pelo juiz. O globo







